Compreendemos que os programas
elaborados pelos diversos órgãos de unificação são todos bons dentro dos
objetivos almejados.
Optamos, contudo, por seguir o
programa que ficou conhecido popularmente como “programa de Kardec”, uma vez
que nos leva diretamente às obras básicas e que, sem dúvida, pode ser utilizado
por todos com segurança.
Os
programas podem ser elaborados de diferentes formas, mas para sermos fieis a
Kardec e Jesus, o conteúdo será sempre a própria doutrina espírita em seu
tríplice aspecto:
científico, filosófico e religioso.
Download dos currículos
Copie os conteúdos para seu computador clicando abaixo:
I 3 a 6 anos I 7 a 10 anos I 11 a 14 anos I 15 em diante I
Assim, sugerimos que o programa básico
da evangelização seja tirado do próprio O Livro dos Espíritos, alicerce
fundamental da Doutrina Espírita, e que nos encaminha naturalmente às demais
obras de Kardec e ao imenso patrimônio da literatura espírita.
Partindo de O Livro dos
Espíritos, todas as obras que utilizarmos em nossas atividades, bem como as
histórias, músicas, peças teatrais, poesias, etc., estarão alicerçadas nas
bases fundamentais da Doutrina Espírita.
O evangelizador não corre o risco de utilizar
obras pseudo-espíritas, com falsos conceitos, que surgem atualmente se
insinuando no meio Espírita. Ao mesmo tempo, a própria criança se prepara,
através do conhecimento genuíno da Doutrina, para analisar com rigor as obras
que lerá, em toda a sua vida.
Além disso, o próprio O Livro dos Espíritos
possui uma estrutura, onde os assuntos foram reunidos por conteúdos afins, o
que facilita a assimilação da criança.
Ao invés de trabalharmos com temas, em forma de
aulas isoladas do tipo: Deus, Jesus, Amor ao Próximo, Caridade, etc., podemos
trabalhar com conteúdos integrados, seguindo a própria ordem de O Livro dos
Espíritos, que oferece caminho natural para todo o conteúdo doutrinário,
avançando com segurança pela imensa literatura espírita. Os temas isolados dificultam o processo de
assimilação, bem como a visão global da própria Doutrina que tudo abrange. O
processo de assimilação (vide “teoria de Piaget”) necessita de atividades
adequadas, integradas e num sentido gradualmente crescente. Trabalhando-se os
conteúdos de forma integrada estamos auxiliando a criança a adquirir uma visão
que se amplia gradualmente, cada vez mais, construindo realmente o conhecimento
em si mesma e não simplesmente decorando definições teóricas.
Livro primeiro As
Causas Primeiras Livro segundo Mundo
dos Espíritos Livro terceiro Leis
Morais Livro quarto Esperanças
consolações




Todas as demais obras genuinamente espíritas estarão relacionadas com as bases da Doutrina Espírita. Partindo da base firme e sólida estruturada por Kardec, poderemos navegar por toda a vasta e belíssima literatura espírita com segurança.
Nosso programa e nosso trabalho com as crianças e jovens poderão se ampliar ao infinito, sem perdermos a segurança e a fidelidade a Jesus e a Kardec.
Nosso programa básico, portanto, terá a belíssima estrutura de O Livro dos Espíritos:
I – AS CAUSAS PRIMEIRAS
Deus
Elementos Gerais do Universo
Criação
Princípio Vital
Os Três Reinos (da 2a. parte)
II – MUNDO DOS ESPÍRITOS
Dos Espíritos
Encarnação dos Espíritos
Retorno da Vida Corporal para a Vida Espiritual
Pluralidade das Existências
Vida Espírita
Retorno à Vida Corporal
Emancipação da Alma
Intervenção dos Espíritos no Mundo Corporal
Ocupações e Missões dos Espíritos
III – AS LEIS MORAIS
Lei Divina ou Natural
Lei de Adoração
Lei do Trabalho
Lei de Reprodução
Lei de Conservação
Lei de Destruição
Lei de Sociedade
Lei do Progresso
Lei de Igualdade
Lei de Liberdade
Lei de Justiça, Amor e Caridade
Perfeição Moral
IV – ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES
Penas e Gozos Terrestres
Penas e Gozos Futuros
Obs.:
O Evangelho: O Evangelho de Jesus é parte integrante da Doutrina Espírita e deve ser trabalhado intensamente no item III – As Leis Morais, que encaminha ao O Evangelho Segundo o Espiritismo e outras obras do gênero, como Primícias do Reino, de Amélia Rodrigues, Divaldo P. Franco, Boa Nova, de Humberto de Campos, Francisco C. Xavier e tantas outras.
Não nos parece correto utilizar os termos: temas doutrinários e temas evangélicos. Da mesma forma, não devemos afirmar que o objetivo do evangelizador é ensinar a Doutrina Espírita e o Evangelho de Jesus. Estaríamos separando o que é inseparável. A criança e o jovem (e mesmo o evangelizador) poderão adquirir a visão de que a Doutrina Espírita e o Evangelho são coisas distintas, perdendo a visão global da Doutrina Espírita que tudo abrange, em todos os sentidos, filosófico, científico e religioso.
O Evangelho de Jesus é parte integrante e inseparável da Doutrina Espírita. E sendo a Doutrina Espírita obra do Cristo, ela representa o próprio Evangelho que retorna, recordando as máximas morais do Cristo e trazendo novos ensinamentos compatíveis ao estado evolutivo atual da Terra, como anunciou Jesus.
Aos que ainda guardam dúvidas, sugerimos a leitura do cap. I de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Kardec:
“Ele (o espiritismo) não ensina nada de contrário ao que o Cristo ensinou, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros para todo o mundo, o que não foi dito senão sob a forma alegórica...” - “É, pois, obra do Cristo que o preside, como igualmente anunciou, a regeneração que se opera, e prepara o reino de Deus sobre a Terra.” (O Evangelho Seg.Espiritismo, cap. I, item O Espiritismo)
Conduta Espírita, vivência evangélica: A criança e o jovem assimilarão, gradualmente o conteúdo doutrinário vivenciando-os em atividades dinâmicas e não recebendo aulas teóricas.
Portanto, a vivência evangélica é proposta de todas as atividades. Na verdade, esse é o objetivo central de todo o trabalho do evangelizador ou educador espírita. Trabalhar inteligência, sentimento e vontade, ao mesmo tempo, para que a criança desabroche como ser que pensa, sente e age no bem.
Naturalmente, não se consegue isso com aulas teóricas e isoladas, mas com atividades onde a criança é levada a vivenciar um ambiente evangelizador, onde todos estão se esforçando para viver dentro dos princípios do evangelho. Razão e coração caminham juntos, direcionando a ação.
A vivência constante dos princípios renovadores do evangelho oferecerá bases para a criança assimilar esses princípios, incorporando-os em si mesma.
Por exemplo, uma aula isolada sobre caridade, embora sempre louvável, não é suficiente para o desenvolvimento do sentimento interior de amor ao próximo, base da caridade. Mas junte a essa “aula” toda uma ação, onde a criança é levada a participar de uma campanha assistencial, de uma visita a uma instituição, colaborando ativamente dentro de suas possibilidades, oferecerá bases para que ela assimile “caridade” incorporando tal sentimento (de amor ao próximo) dentro de si mesmo. A criança, o jovem e todos nós estamos construindo nosso ser, passo a passo.
O respeito pela natureza se inicia nas primeiras atividades onde a criança se vê em contato direto com a obra Divina, vivenciando o respeito e o amor às plantas, aos animais e ao mundo em que vive. Inteligência, sentimento e vontade se desenvolvem integrados.
Ao mesmo tempo, busca-se a integração com a família e a ação do Espírito na sociedade em que vive, como elemento de transformação do mundo, nas bases propostas por Jesus para a construção do Reino de Deus na Terra, que se inicia no coração de cada um.
A DOUTRINA
ESPÍRITA E O MOVIMENTO DE UNIFICAÇÃO
Sugerimos acrescentar itens sobre a Doutrina Espírita e o Movimento de Unificação, como A Codificação da Doutrina Espírita, As Federações, os Órgãos de Unificação e as Sociedades Espíritas.
Sugerimos ainda incluir biografias dos grandes trabalhadores espíritas:
Biografias: Allan
Kardec Cairbar
Schutel
Bezerra de Menezes Leopoldo Machado
Eurípedes Barsanulfo Batuíra
Anália Franco Francisco Cândido Xavier e outros.
As biografias poderão ser trabalhadas por ocasião das datas comemorativas.
Quanto aos que julgam desnecessário e mesmo inoportuno o ensino da Doutrina Espírita às crianças, devendo apenas trabalhar com as leis morais, com temas como bondade, amizade, etc., além de apelar para a razão e o bom senso, gostaríamos que lessem o que nos diz Francisco Cândido Xavier a respeito:
“Nós sempre nos desvelamos em nossas
casas, no ensino da bondade, do perdão, das atitudes evangélicas em si, mas precisávamos
descobrir um meio de comunicar à criança algum ensinamento em torno da Lei de
Causa e Efeito, mostrando determinados tópicos dos mais expressivos para o
mundo infantil, com respeito à reencarnação, o problema da imortalidade da
alma. Muitas vezes, encontramos crianças traumatizadas pela perda de irmãos
pequeninos, de pais, de amigos, de parentes próximos, e nos esquecemos de que
os pequeninos também esperam uma palavra de consolo e de esclarecimento, qual
acontece com os adultos, diante dos processos de desencarnação. E muitas vezes,
nos esquecemos de conduzir a criança para este tipo de lição, para este tipo de
comentários, com receio de apressar na mente da criança determinados
pensamentos com relação à morte do corpo. Precisávamos estudar quais os meios
de começar a oferecer à criança, bases para que ela se conheça no mundo em que
está vivendo e naquele mundo social em que ela vai viver.”( A Terra e o Semeador –
Francisco C.Xavier – Emmanuel – item 101 – IDE)